ISSN 1519-7670 - Ano 14 - nº 565 - 24/11/2009
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Projeto de lei pode proibir na França o jornalismo cidadão em coberturas de atos de violência
Postado por Carlos Castilho em 9/3/2007 às 9:17:20 PM
 
 

Quem filmar ou fotografar conflitos de rua, brigas entre civis e policiais, prisões de suspeitos ou qualquer outro incidente de violência, sem ser jornalista ou detetive particular, pode pegar até cinco anos de cadeia e ter que pagar uma multa de quase 200 mil reais (75 mil euros) , segundo o artigo 44 da nova Lei de Prevenção à Deliquência, que acaba de ser aprovada pelo Conselho Constitucional, da França.

A lei proposta pelo ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, candidato da direita à sucessão do presidente Jacques Chirac, tem como principal objetivo o combate ao chamado happy slapping (bofetada alegre) um tipo de agressão pessoal que está se tornando muito frequente em toda a Europa. O incidente acontece em ruas movimentadas quando alguém é atacado por um deliquente enquanto um comparsa filma ou fotografa a agressão.

As cenas são depois colocadas em sites gratuitos como o YouTube para visualização na Web num fenômeno que tem atraído a atenção de milhares de internautas. O fenômeno surgiu na Inglaterra há dois anos e se transformou numa verdadeira guerrilha entre adolescentes e a polícia, especialmente na França.

O pardoxal da nova proposta de lei é que ela pune com mais rigor quem filma ou fotografa do que os autores da agressão, que podem ser condenados a penas bem menores por conta de delitos considerados pouco importantes.

Esta é uma das primeiras vezes no mundo que um país democrático toma a iniciativa de impedir que pessoas comuns documentem fatos capazes de provocar comoção pública. A intenção de coibir o happy slapping pode ser até compreensivel mas, caso a proposta seja aprovada pelo plenário do parlamento francês estará criado um precendente seríssimo.

A participação popular na denúncia de atos de arbítrio, especialmente da polícia e agentes do poder público, pode ser facilmente enquadrada no artigo 44 da lei francesa. Com isto estará ameaçado o princípio da participação cidadã, uma das bases do livre fluxo de informações dentro da internet.

A proposta do candidato conservador francês tem um claro interesse eleitoral e pode acabar sendo abatida anters de se transformar em lei, mas já deixou no ar um sinal de alerta. A medida que a internet ganha importância no mundo contemporâneo como ferramenta de participação e transparência, os adeptos do autoritarismo e da opacidade informativa podem invocar o precedente francês para limitar a liberdade de informação na rede.

Um dos principais beneficiários seriam os policiais e forças de segurança. Há 16 anos, um cinegrafista amador filmou o bárbaro espancamento de um cidadão negro por policiais da cidade de Los Angeles, no chamado caso Rodney King.

As imagens provocaram uma comoção e criaram condições para uma mudança radical nas regras sobre relacionamento de policiais com a população, em todo o território norte-americano. Nunca tantas pessoas foram beneficiadas por um simples filme.

Conversa com o leitor

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Comentários (22)
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Rafael  de Araujo Aguiar, estudante de Jornalismo (Brasília/DF)
Enviado em 21/3/2007 às 3:39:44 AM

" PABLO lópez guelli, jornalista (saõ paulo/SP) Enviado em 13/3/2007 às 10:18:04 PM Se fosse no Brasil seria o Happy Shooting." Queria rir, mas estou no meio do fogo cruzado...
Rafael  de Araujo Aguiar, estudante de Jornalismo (Brasília/DF)
Enviado em 21/3/2007 às 3:34:27 AM

"À medida que a Internet ganha importância no mundo contemporâneo como ferramenta de participação e transparência, os adeptos do autoritarismo e da opacidade informativa podem invocar o precedente francês para limitar a liberdade de informação na rede." Reacionarismo. A Internet é um terreno desregulamentado e assim deve permanecer. Medidas estapafúrdias, claro, ocorrem do outro lado do oceano, como aquela tentativa (parece que não vingou - ou ainda vai ser debatida?) do governo brasileiro de forçar todo brasileiro a se identificar perante o computador conectado que for utilizar...
Alessandra  Meinicke, Jornalista (Blumenau/SC)
Enviado em 15/3/2007 às 10:45:50 AM

Mais paradoxal impossível! Para que violência maior do que a proibição? É fácil entender que alguns colegas jormalistas não aceitem a tendência (irreversível, na minha opinião), do jornalismo cidadão, mas daí a querer ´proibir´? Absurdo completo. cabe à imprensa contextualizar, aprofundar, formar, discutir. Cabe ao cidadão denunciar, expor, explicitar. Quem não quiser ver, mantenha-se alienado, então!
Fábio  de Oliveira Ribeiro, advogado (Osasco/SP)
Enviado em 14/3/2007 às 11:06:17 AM

A jurisdição francesa só se aplica aos fatos ocorridos dentro do território da França. Sendo assim, se alguém dentro da França postar algo no CMI que viole a referida Lei poderá ser punido. Todavia, contornar a legislação repressiva é perfeitamente possível. A Constituição da França e os tratados internacionais subscritos por aquele país (inclusive os que se referem à construção da União Européia) garantem a todos os franceses o direito à liberdade de consciência e expressão, bem como o direito ao sigilo de sua correspondência. Nenhum jurista decente duvida de que os e-mails podem ser equiparados às cartas, de maneira que também estão cobertos pela garantia de sigilo. A exemplo do que ocorre no Brasil, o Direito Penal da França não possibilita a responsabilização de alguém pela conduta de outrem. Cada qual é responsável apenas pelos seus próprios atos. Sendo assim, se algum francês enviar e-mail com as fotos e textos que pretende divulgar no CMI para um colega de outro país (Inglaterra, Bélgica, por exemplo) e a divulgação da matéria for feita num website da própria França nada irá ocorrer. Afinal, o francês não poderá ser responsabilizado pelo que o outro Internauta postar na web e o autor da postagem estará fora da jurisdição francesa. Tudo bem pesado a legislação só vai reforçar a solidariedade dos internautas e expor ao ridículos os legisladores franceses.
Marcos  Salomão, cientista (Campos/RJ)
Enviado em 14/3/2007 às 8:57:33 AM

O título continua o mesmo no sítio! Fica chato parece jornalismo barato , um simples projeto ser destacado como uma grave limitação na liberdade do cidadão francês!
Santiago  Couto, Técnico informática (Recife/PE)
Enviado em 14/3/2007 às 8:54:02 AM

A que ponto chegamos. Qual o limite da irracionalidade humana ? Onde iremos parar ? Franceses irmãos de longos tempos, combatam com toda lógica, coerência, a democracia em seu país. TÁ TUDO ERRADO.
Juliana  Boechat, Estudante (Brasília/DF)
Enviado em 14/3/2007 às 8:29:58 AM

Quando li o título da matéria fiquei pasma. Quando li a matéria, além de pasma, fiquei receosa pelos franceses, já que esse homem pode ser o próximo presidente. O paradoxo citado por Castilho foi o principal motivo. O país da liberdade, igualdade e fraternidade não deveria ser palco para essa violência gratuita, mas já que o é, que seja combatida de forma justa e não através desse tipo de ´censura´.
PABLO  lópez guelli, jornalista (saõ paulo/SP)
Enviado em 13/3/2007 às 10:18:04 PM

Se fosse no Brasil seria o Happy Shooting.
Sérgio  César Júnior, fotógrafo (São Paulo/SP)
Enviado em 13/3/2007 às 9:46:59 PM

É assustador receber uma notícia como essa nos dias de hoje. Isso deixa claro como um país que levantou-se contra o despotimos e a falta de liberdade do antigo regime, assim como foi o realizador da Declaração dos Direitos do Homem, pode impedir uma liberdade de qualquer cidadão utilizar um dos recursos, para denunciar a sua realidade, ou para retratar a indignação frente a situação. Não se pode coibir a liberdade de expressão em nome do favorecimento ilícito de oligarcas. Nem ao menos proibir denuncias comprovadas, que reinvidique a vontade de transformar o precário em bem-estar-social. Sarkozy demonstra ser um homem reacionário e soberbo, porque, não importa-se com o ser humano. Ele quer controlar o observatório comum e esfriar as relações sociais dentro da própria sociedade. Se os franceses permitirem que essa lei seja aprovada, esse modelo de autoritarismo pode ser copiado por outros "despostas", causando a volta do autoritaritarismo no mundo. Na verdade não se pode permitir a violência, a intolerância e a corrupção e continuar o ato de cidadania ao apontar as atrocidades cometidas por financistas e pelo poder público.
Alice  Antunes, Jornalista free-lancer (São Paulo/SP)
Enviado em 13/3/2007 às 6:35:23 PM

Nasce uma dúvida: no título do artigo está "LEI francesa PROÍBE", mas o texto esclarece que se trata de uma proposta de lei, ainda não confirmada. O título não está errado? Atenciosamente, Alice A.
Comentário do Autor

Alice,
Você tem razão. O titulo já foi alterado.
Um abraço e volte sempre
Castilho

luis  santos, publicitário (santos/SP)
Enviado em 13/3/2007 às 11:12:52 AM

Cara SL, concordo com você quando diz que o excesso insensibiliza, mas a questão é que o testemunho textual não serve como prova de nada e imagens são provas importantes ... além do mais quem mais despeja excesso de imagens insensibilizantes é a própria mídia com seus filmes violentos e a própria imprensa ... o excesso já esta aí ... agora o arbítrio e a repressão, estes, sim, são geradores de violência e de suas consequências ...
Marconi  Francisco, Estudante (Belo Horizonte/MG)
Enviado em 12/3/2007 às 10:09:31 PM

é uma vergonha esee tipo de atitude do governo françês. Uma nação que há séculos cultua a imagen de vanguarda e que o povo tem mente aberta. onde está ,nessas horas o lema Liberté, Egalité et Fraternité?
S.L. (Simmie Cartwright)  Guimarães, Escritora e jornalista (RJ/RJ)
Enviado em 12/3/2007 às 9:54:41 PM

É uma questão complicada. Ao mesmo tempo que a lei serve de proteção às pessoas (pois imagens violentas chocam -embora o objetivo seja mostrar a realidade) isso pode traumatizar as pessoas a ponto de ficarem com medo de sair de casa e com pânico. Por outro lado, essas imegens podem também deixar as pessoas insensíveis a própria violência (devido ao excesso). Acho que a informação escrita já é suficiente, desde que manejadas por jornalistas capazes de apenas com PALAVRAS sensibilizar as pessoas... Eu acho isso! Mostrar os fatos como são não melhora em nada, as pessoas ficam mais assustadas ou o oposto, mais insensíveis!! De todo modo a medida não deixa de ser arbitrária, mas às vezes isso é necessário, infelizmente, senão passam dos limites! Blog: http://www.simmie-cartwright.blogspot.com ( Mas é um blog de humor, de palhaçada, eu encarno uma jornalista maluca).
Diego  Cordeiro, Estudante/Jornalismo (São Paulo/SP)
Enviado em 12/3/2007 às 12:11:16 PM

Provocação: por que a tal lei, que mexe nos direitos do cidadão, não é submetida a um referendo? Não é a Europa o berço da civilização, o oásis da democracia? O real problema, como expôs Carlos Castillo, é que tal lei impede que filmes como o que definiram o julgamento do caso de Los Angeles sejam trazidos a público. Prejudica a fiscalização e o debate social do indivíduo, um dos grandes trunfos da internet. Como disse Castillo: “A medida que a internet ganha importância no mundo contemporâneo como ferramenta de participação e transparência, os adeptos do autoritarismo e da opacidade informativa podem invocar o precedente francês para limitar a liberdade de informação na rede.” O comandante Hu Jintao adoraria tal fazer o mesmo baseado no tal precedente Entanto, não podemos deixar de considerar que o happy slapping é uma “tendência” estúpida e que deve ser coibida. Antes de tudo, é um desrespeito, descaso muito grande com o próximo. Depois me pergunto se podemos esperar tempos melhores. Também não podemos condenar o YOUTUBE por atitudes de pessoas irresponsáveis. Questionar a possível utilidade e formas de expressão que o site oferece e possibilita. Para mim, o questionamento do site é vazio. Ao Valmir Perez: a internet não é, ainda, um instrumento de conscientização. É restrita a uma parcela muito restrita e pode ser usada pelos "revolucionários" como pelos donos do poder
Clovis  Segundo, Engenheiro (Recife/PE)
Enviado em 12/3/2007 às 10:09:09 AM

Esqueci de mencionar que apenas a IMPRENSA pode filmar e divulgar, lógico. Foi assim até hoje!! Para que mudar??? Para que YOUTUBE?? A informação só pode ser divulgada pela IMPRENSA!! Se alguém filmar algo deve entregar o filme a IMPRENSA para que esta JULGUE se pode ou não ser divulgado, pois apenas o QUARTO PODER tem essa competencia. Isso é PURA DEMOCRACIA.
Clovis  Segundo, Engenheiro (Recife/PE)
Enviado em 12/3/2007 às 9:46:55 AM

(I) Muito importante/preocupante essa informação. (II) É importante lembrar que a eleição americana foi influenciada por um video amador colocado no YOUTUBE onde o Senador Republicano George Allen, da Virgínia, expõe seu pensamento RACISTA. (III) Se não me engano, no Brasil, um Senador propôs um projeto de Lei para amordaçar a internet brasileira.
Marcio  Faustino, Estudante (São Paulo/SP)
Enviado em 12/3/2007 às 9:30:01 AM

Estou de acordo com esta lei, mas que ela se limite a internet. Podendo assim, qualquer cidadão que flagrar algum ato de violencia, corrupção, etc, filmar ou fotografar, liberando esses conteúdos para os jornais e TVs, cabendo aos veículos julgarem se é verdadeiro ou não fato registrado. Sendo assim proibida tais cenas na internet.
Thomaz  Magalhães, jornalista (São mPaulo/TO)
Enviado em 11/3/2007 às 8:07:28 PM

Esse projeto de lei é uma aberração e quero acreditar que não passe no parlamento francês. Mesmo assim fico pasmo duma bestagem dessas transitar - e ser aprovada! - por comissões parlamentares e não prejudicar bastante a campanha presidencial do autor, Sarkozy. Isso realmente é notável.
Marina  Michel, Estudante - Midialogia - Unicamp (Campinas/SP)
Enviado em 11/3/2007 às 7:43:19 PM

lei e internet: duas palavras de difícil associação. sempre haverá problemas com direito autorais, informações verdadeiras ou falsas, etc. até que se pensa numa lei para o mundo virtual construída para ele, não a lei daqui de fora - que mal e mal funciona - simplesmente jogada na rede.
Marco Costa  Costa, T.P.A. (São Caetano do Sul/SP)
Enviado em 11/3/2007 às 5:15:14 PM

Estou de acordo com a prisão e multa desses cineastas amadores que proliferam em todo o mundo. Quem poderá jogar a primeira pedra se afirmar que muitos desses filmetes que circulam na internet não passam de armação. Infelizmente, a internet esta virando uma televisão aberta, pois todo o tipo de tranqueira são passados via internet. Espero que os falsos democratas não venham com a mesma ladainha de que são a favor da livre expressão e imprensa livre. Não sou ditador, bem como puritano de plantão. Cultura não se faz com sofisma e inutilidades em geral.
Valmir  Perez, Lighting Designer (Campinas/SP)
Enviado em 11/3/2007 às 3:27:00 PM

O caso em questão, como bem colocou nosso amigo Carlos Castilho, é um sério sinal de alerta, pois a internet e sua favorável contribuição para a democratização da notícia já estão abalando os alicerces daqueles que usam a ignorância e o medo, ou seja, o obscurantismo da informação, no sentido de dominar mais facilmente as populações. Espero sinceramente que não apenas jornalistas, mas também artistas e homens da ciência de nosso país (dos políticos não espero nada) fiquem atentos e rechassem com veemência qualquer proposta de lei que venha limitar nossa liberdade de publicação de imagens, sons, textos, etc. na rede. Isso seria o começo de uma era tenebrosa de violência intelectual.
Fabio  de Oliveira Ribeiro, advogado (Osasco/SP)
Enviado em 11/3/2007 às 9:21:15 AM

Pois é meu caro... alguns europeus são tão insuportáveis que não toleram nem mesmo a dissidência pressuposta nos direitos á liberdade de consciência, de expressão e de difusão das próprias idéias ou concepções político\sociais. Não a toa o nazismo e o facismo são fenômenos especificamente europeus. Durante a Idade Média os europeus se mataram por causa da dualidade humana\divina ou não de Cristo. Depois se mataram por causa de serem católicos ou protestantes. Durante a colonização católicos e protestantes uniram-se no Novo Mundo para matar índios e negros (porque ambos não tinham alma e, portanto, não poderiam desfrutar as terras e riquesas das terras recem descobertas). A atitude da direita francesa em face da Internet não deve causar estranamento. Estranho mesmo é o fato dos franconazistas terem demorado tanto para transformar a Internet no seu novo campo de batalha, onde pretendem impor sua visão de mundo, destilar sua intolerância... Mas creio que desta vez eles vão sofrer uma derrota atraz da outra, porque felizmente não há como controlar tudo que rola na net.
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Carlos Castilho
* Ex-repórter - revista Fatos & Fotos
* Ex-redator internacional - JB
* Ex-editor internacional - Opinião
* Ex-editor telejornais - TV Globo
* Ex-chefe do escritório da TV GLobo em Londres
* Ex-redator - Cadernos do Terceiro  do Terceiro Mundo;
* Ex-correspondente latino americano  do jornal Público/Lisboa
* Ex-editor internacional do JB;
* Ex-editor associado do The World Paper/ Boston;
* Ex-editor latino-americano da agência IPS - Costa Rica;
* Ex-consultor de advocacy na mídia para a União Européia;
* Professor de Jornalismo Online , Faculdades ASSESC (Florianópolis);
* Professor de Projetos Multimídia (pós-graduação latu senso) no CESUSC / Florianópolis;
* Professor de Jornalismo Online (curso a distância) no Knight Center, Universidade do Texas; 
* Autor do capítulo Webjornalismo no livro No Próximo Bloco - Editora PUC/Rio -2005.
* Autor do prefácio e tradução do livro Jornalismo 2.0, de Mark Briggs, publicado pelo Centro Knight, da Universidade do Texas.
* Mestre em Mídia e Conhecimento pelo EGC/UFSC. 
-Reside em Florianópolis / SC
email ccastilho@gmail.com


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